Escola Profissional de Artes da Covilhã (EPABI) [Abertura]

Cabec Pi 2020

Escola Profissional de Artes da Covilhã (EPABI)

Coro | Direção: Luís Dâmaso
Trio de Madeiras e Piano | Direção: Francisco Luís Vieira
Ensemble Barroco | Direção: João Paulo Janeiro e Filipa Oliveira

11 de março | 21 h 30 min | Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã

 

Escola Profissional de Artes da Beira Interior – EPABI

A Escola Profissional de Artes da Covilhã foi criada a 3 de setembro de 1992, com o nome de Escola Profissional de Artes da Beira Interior – EPABI, mediante despacho conjunto do Ministério da Educação e do Emprego e Segurança Social, tendo como entidades promotoras o Conservatório da Covilhã e a Câmara Municipal da Covilhã.

A instituição tem autonomia pedagógica, administrativa e financeira e adota níveis de formação II (equivalente ao 9º ano de escolaridade) e III (equivalente ao 12º ano de escolaridade). Ministra o curso Básico de Instrumento (nível II) e os cursos de Instrumentista de Cordas e Teclas e de Sopros e Percussão (nível III), nas especialidades de piano, acordeão, violino, viola d’arco, violoncelo, contrabaixo, guitarra, flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, saxofone, trompete, trompa, trombone, tuba e percussão.

Ao longo da sua existência, para além das atividades de ensino – formação nas três áreas do plano de formação, sociocultural, científica e artística, destacam-se prestigiantes atuações das Orquestras e grupos de Música de Câmara da EPABI, em palcos nacionais e no estrangeiro que confirmam a instituição como agente dinamizador cultural.

Desde a sua criação, a EPABI já formou muitos alunos que são hoje profissionais de reconhecido mérito no panorama musical nacional e internacional.

 

CORO DA EPABI

coro_EPABI

O Coro da EPABI é uma formação artística com origem na disciplina de PCI – Projetos Coletivos e Improvisação, dos cursos de Instrumentista de Cordas e Teclas e de Sopros e Percussão da Escola Profissional de Artes da Covilhã. Trata-se de um coro misto, constituído por cerca de 30 alunos de idades variáveis, todos eles estudantes dos cursos de nível secundário lecionados na instituição, sendo dirigido pelo Professor Luís Gaspar Dâmaso.

Ao longo da sua existência, o Coro da EPABI tem-se apresentado regularmente ao público, quer como componente formal de avaliação, quer na modalidade de formação em contexto de trabalho ou ainda no âmbito das parcerias ativas com as instituições locais e regionais, seguindo um princípio de forte compromisso social e cultural ao serviço das comunidades. De entre as suas atuações, podem ser destacadas a Abertura do Ano Académico da UBI nos anos de 2018 e 2019, bem como na Sessão Solene da Comemoração do Dia da UBI nos mesmos anos, o concerto no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato (2019), o concerto didático pedagógico de Santa Cecília no Teatro Cinema de Ponte de Sor (2019), concertos de Santa Cecília e de Natal na Covilhã (2018 e 2019), concertos de Reis no Canhoso e Teixoso (2018 e 2019) e o concerto integrado na visita à Covilhã de D. Afonso de Bragança, a convite da Real Associação da Beira Interior (2019).

Na modalidade de Coro de Câmara, foi o Coro da EPABI premiado com o 2º lugar na categoria G3 – coros mistos juvenis, no 3rd Beira Interior International Choir Competition & Festival, decorrido no Fundão, em Setembro de 2018.

 

 

LUÍS GASPAR DÂMASO

Luis_Damaso

Natural da Covilhã, iniciou os seus estudos musicais na Filarmónica Carvalhense, tendo ingressado na EPABI – Escola Profissional de Música da Covilhã em 1992. Nesta escola, concluiu o Curso de Instrumento (trompete), sob a orientação do Professor Fernando Jorge Ribeiro.

Participou em diversos cursos de aperfeiçoamento, destacando-se os realizados no Cartaxo (1998) e em Oliveira do Bairro (1996) com José Augusto Carneiro e com Bruno Nouvion, no Seixal (1998). Participou ainda em estágios de orquestra com Christopher Bochman, integrando a Orquestra Sinfónica Juvenil (1996, 1997 e 1998) e com Luís Cipriano e Richard Ortien, integrando a Orquestra Sinfónica da EPABI (1997 e 1998).
É licenciado em Música pela ESE do Instituto Politécnico de Setúbal, onde trabalhou com os professores António Vasconcelos e José Carlos Godinho (Pedagogia e Didática Musical) e Maria Clara Correia (Técnica Vocal e Prática Coral) e onde fundou o octeto vocal “Diabolus in Musica”. É mestre em Educação Musical pela ESECB e mestre em Ensino de Música (Formação Musical e Música de Conjunto) pela ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, com a dissertação intitulada “Percursos criativos na aula de Música de Câmara – estratégias de composição de repertório próprio”, sob orientação da Professora Maria Luísa Correia. Frequentou ainda o curso de doutoramento em Educação na UBI – Universidade da Beira Interior.

Alcançou o 1º Prémio no concurso “Os 80 anos do Orfeão da Covilhã…Cantar e Cantares…”, na modalidade de composição musical. Membro fundador da ACBI – Associação Cultural da Beira Interior, integra o Coro Misto da Beira Interior com o qual alcançou diploma de Ouro na categoria B1 “Coros Mistos” e na categoria P “Pop e Jazz”, e diploma de Prata na categoria F “Folclore” e na categoria S “Música Sacra”, no 5th International Copernicus Choir Festival and Competition “Per Musicam ad Astra”, decorrido em Torun, Polónia, em 2017. Nas mesmas categorias, alcançou quatro diplomas de Ouro, integrando igualmente o Coro Misto da Beira Interior, no 1st Adriatic Pearl – Dubrovnik International Choir Festival & Competition, Dubrovnik, Croácia, em 2019. Enquanto professor responsável pelo Coro da EPABI, alcançou um diploma de Prata na categoria G3 “Coros Mistos Juvenis” no 3rd Beira Interior International Choir Competition & Festival (Fundão, Setembro de 2018). Foi selecionado para o Summer Singing (3ª edição, Braga, Agosto de 2019), evento organizado pela “Capella Duriensis”, onde teve oportunidade de trabalhar com Jonathan Ayerst, Alan Woodbridge e Inês Flores-Brasil.

Presentemente, é professor na EPABI e no Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor.

 

TRIO DE MADEIRAS E PIANO

Formação instrumental da EPABI, constituída pelas alunas, Joana Costa (flauta), Catarina Farias (oboé), Maria André (clarinete) e Laura Nabais (piano), sob a orientação do Prof. Francisco Luís Vieira.

Este grupo de música de câmara apresenta a a sua 1ª audição da obra original do compositor Saint-Saens, Caprice on Danish and Russian Airs, opus 79, de Saint-Saens, para flauta, oboé, clarinete e piano.

FRANCISCO LUÍS VIEIRA

francisco-luis-vieira.jpg

Natural de Vila do Conde, diplomou-se na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, sob a orientação do professor Lopes da Cruz, tendo também estudado com os professores Santos Pinto e Ricardo Lopes e, posteriormente, na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe do professor Andrew Swinnerton. Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento em Portugal e no estrangeiro.

Em 1988 obteve o 1º Prémio do Concurso da Juventude Musical Portuguesa e o 1º Prémio do Concurso Jovens Músicos Portugueses, o qual lhe permitiu apresentar-se como concertista na extinta Orquestra Sinfónica da R.D.P, sob a direção do Maestro Silva Pereira.

Como concertista também se apresentou com a Orquestra das Escolas de Música; Orquestra da Juventude Musical Portuguesa; Orquestra Sinfónica Juvenil; Sinfonietta de Lisboa; Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana.

Na temporada de 1989 foi solista na Orchestre de Jeunes de la Meditérranée, sob a direção do Maestro Michel Tabachnik, em França integrou regularmente, como convidado, a Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian; Orquestra do Teatro Nacional de S. Carlos; Nova Filarmonia Portuguesa e Orquestra Regie Sinfonia do Porto.

Atuou em programas para a R.D.P e R.T.P. Tem realizado diversos recitais de música de câmara e a solo. Ao longo da sua carreira, atuou em Portugal Continental, Açores e Madeira, Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Grécia, Itália, Suíça e Suécia.

Frequentou aulas de direção com o maestro Jean-Sébastien Béreau.

Foi professor de oboé no Conservatório de Música de Coimbra, na Academia de Música de Almada, no Conservatório Regional de Castelo Branco, no Collegium Musicum de Seia, no Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa, na Universidade de Évora, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) e no Conservatório de Música D. Dinis.

Foi solista/chefe de naipe na Orquestra e Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana.

É frequentemente convidado a integrar várias orquestras portuguesas. Tem ministrado
diversos cursos de aperfeiçoamento/masterclasses, um pouco por todo o país. Tem sido
orientador de naipe em vários workshops/estágios/festivais de orquestras de jovens, assim como tem sido júri em alguns concursos.

É fundador e diretor do Ensemble Palhetas Duplas .

É professor de oboé no Conservatório de Música da Covilhã e no Conservatório de Música de S. José da Guarda.

Leciona oboé, música de câmara e orquestra de sopros na EPABI-Escola Profissional de Artes da Covilhã, onde exerce a função de diretor artístico.

 

ENSEMBLE BARROCO

O Ensemble Barroco da EPABI (EBE) foi criado no ano lectivo de 2019-2020 com o objectivo de proporcionar uma oferta formativa na área de música antiga/barroca aos alunos da EPABI. Orientado pelos professores João Paulo Janeiro e Filipa Oliveira, o ensemble tem na sua constituição alunos provenientes de várias classes de instrumentos de corda, sopro e piano das turmas do 10º ao 12º ano. Trabalhando essencialmente sobre obras do período barroco, os alunos que integram este ensemble tem a oportunidade de completar e desenvolver a sua aprendizagem musical e enriquecer os seus conhecimentos sobre os aspectos estilísticos deste período, permitindo-lhes neste processo obter elementos técnico-expressivos ligados à interpretação musical segundo critérios historicamente informados.

O EBE tem vindo a  apresentar-se em vários eventos musicais organizados pela EPABI, contribuindo por isso  activamente para a difusão de alguns instrumentos antigos como o cravo e a flauta de bisel na região da Beira Interior. Tendo em conta a escassa oferta formativa na área da música antiga em Portugal, esta iniciativa reveste-se de uma importância muito particular não só para o desenvolvimento artístico dos alunos mas também no acesso a áreas de performance cada vez mais cultivadas no meio musical europeu.

Elementos do Ensemble 2019-2020:

David Silva e Margarida Claudiono, flautas transversais
Ana Carolina Fernandes e Carolina Dutra, oboés
Mariana Costa, Marisa Carvalho e Filipe Martins, violinos
Catarina Carvalho, Beatriz Machado, Bernardo Ferreira, Igor Loureiro e Isabel Silveirinha, violoncelos
Manuel Francisco e Roberto Antunes, contrabaixo
Ana Amoreira e Afonso Nogueira, cravo

 

JOÃO PAULO JANEIRO

JPJANEIRO

Divide a sua actividade profissional entre a investigação, concertos, gravações e a docência. Fez a sua formação principal em Lisboa, onde completou os estudos em cravo, órgão, clavicórdio e musicologia histórica. Fundou e dirige os agrupamentos Flores de Mvsica, Capella Joanina e Concerto Ibérico, com os quais tem difundido activamente património musical nacional em múltiplas actividades. Realizou diversas estreias modernas de obras de compositores portugueses. Participou em numerosos festivais e projectos internacionais em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Suíça, Noruega e Islândia, também na direcção de produções de ópera barroca. Responsável pelas edições críticas de obras de J. B. Avondano e F. A. Almeida. Gravou vários CD dedicados a estes compositores, bem como a Galliard, J. S. Bach, Rebelo, Bomtempo e outros. Prepara a edição crítica da primeira ópera portuguesa La Pazienza di Socrate e dos concertos grossos de Pereira da Costa. Dirige os festivais ‘West Coast’ e ‘SIMA’. Realizou o Inventário de Órgãos Históricos do Alentejo e coordenou alguns processos de restauro. Dirige os CIMA – Cursos Internacionais de Música Antiga. Lecciona cravo, música de câmara e baixo contínuo e as classes de interpretação histórica na ESART e de órgão na EMNSC. Presidente da MAAC, membro fundador do CESEM e da SPIM.

 

FILIPA OLIVEIRA

filipafoto2png

Iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos de idade na Escola de Música do Município de Loulé nas classes de Guitarra Clássica e Flauta de Bisel tendo mais tarde continuado os seus estudos musicais em flauta de bisel no Conservatório Regional do Algarve “Maria Campina”. O seu interesse pela flauta de bisel e pela interpretação historicamente informada levou a que desde 1998 tenha vindo a frequentar cursos e masterclasses de aperfeiçoamento neste instrumento com Jostein Gundersen, Bart Cohen, Bart Spanhove, Dorothee Oberlinger, Bert Honig, Monika Mush, Lara Morris, Pedro Couto Soares, Ricardo Kanji, entre outros. Participou em concertos com os agrupamentos Bancheto Musicale, Ensemble Barroco do Chiado, Divino Sospiro, Agrupamento Musical da Accademia di Santa Cecilia (Roma), Projecto Orquestra Barroca, Flores de Música & Capela Joanina, Contágio Barroco, e desde 2012 é solista e membro fundador da orquestra Concerto Ibérico. Em 2011 foi galardoada com dois primeiros prémios nas categorias de solista e música de câmara nos Concursos de Jovens Intérpretes de Música Antiga. Actualmente, a par de uma intensa actividade concertística, lecciona Música de Câmara na EPABI. Concluiu o mestrado em Ensino da Música na Escola Superior de Música de Lisboa e encontra-se num programa de doutoramento na Faculdade Ciências Sociais e Humanas.

 

Create your website at WordPress.com
Iniciar
%d bloggers like this:
search previous next tag category expand menu location phone mail time cart zoom edit close