Resumos e Biografias

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Em corpos

 

Curta-metragem
Em Corpos 
Henrique Pina, Produtor e Realizador
Moonway films

13 de março | 21 h
Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã

 

Sinopse

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Em Corpos é uma curta-metragem documental que pretende conciliar a relação entre arquitectura, coreografia e cinema, dando liberdade a uma coreógrafa de dança contemporânea — Tânia Carvalho — de explorar a relação espaço-tempo, ao estabelecer uma ligação entre a arquitectura, o corpo humano e a linguagem cinematográfica.

Para a Ponte Pedonal Sobre a Ribeira da Carpinteira, do arquitecto João Luís Carrilho da Graça, foi criada uma coreografia que habita e se desenrola nesse espaço arquitectónico. O espaço como palco, mas também como protagonista do movimento.


Os números na música

 

Palestra
Os números na música
> Com a participação do Coro Misto da Beira Interior
Luís Cipriano

13 de março | 21 h
Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã

Sinopse

Os números e a música é uma relação de amor/ódio: precisamos deles e tentamos depois evitá-los. Não conseguimos passar sem eles e depois de os utilizarmos tentamos esquecê-los embora durante esse processo, no caso de aflição, recorremos a eles novamente. Estranho este casamento… mas inevitável sem possibilidade de divórcio. É para o resto da vida.

 

Luís Cipriano

 

Iniciou os seus estudos musicais, pela mão do professor Carlos Gama e completou o Curso Superior de Composição, com o professor Cristopher Bochman em 1988. Na cidade de Castelo Branco, dirigiu o Grupo de Câmara de Percussão, o Coro Feminino Schola Cantorum e a Camerata de C. Branco. No ano de 1998, conquistou uma Menção Honrosa, no Concurso “ Novos Valores da Cultura“. No mesmo ano obteve o 1º Prémio em Música de Câmara no 2º Concurso da Juventude Musical Portuguesa e em 1990, o 3º prémio, no referido concurso e dentro da mesma classe. Recebeu o 1º prémio de Composição no Concurso da “Sociedade Histórica da Independência de Portugal“ em 1991. Foi Maestro do Coro da SIM (Luxemburgo) entre 2002 e 2010 e de 2014 a 2016. Foi Director Musical da Orquestra de Sopros da Comunidade Europeia em 2011. Compôs 15 Missas para Orquestra Sinfónica e Coro, Trios, Quartetos, Sextetos e Octectos para diversos tipos de formação de Câmara, duas Oratória de Natal, uma Ode à Covilhã, três Sinfonias, um Requiem, assim como inúmeras obras corais e orquestrais. Compôs obras para cinema e teatro. Em Fevereiro de 1997 foi-lhe atribuída a “Medalha Especial de Prata“ pela Union Grand-Duc Adolphe do Luxemburgo em reconhecimento dos seus méritos culturais e em 2004 a “Medalha Especial de Ouro”. Em 2007 recebeu o “Diploma de Mérito Cultural” do Governo Civil de Castelo Branco. Em Abril de 1998 foi recebido por Sua Santidade o Papa João Paulo II , a quem entregou as suas obras litúrgicas. Em 1999 recebeu o Prémio da Cultura, do Jornal “Gazeta do Interior”. Em Janeiro de 1999 foi o Compositor escolhido pela Palestina para compor a Oratória de Natal a estrear em Belém para assinalar os 2000 anos do nascimento de Cristo. Foi Conselheiro das Olimpíadas Corais que decorreram em 2004 em Bremen na Alemanha, em 2006 em Xiamen na China, em 2008 em Graz na Áustria, em 2010 em Shaoxing na China, em 2012 em Cincinnati nos Estados Unidos, em 2014 em Riga na Letónia e 2018 em Pretória na África do Sul. Apresentou o programa televisivo “Zéthoven” na RTP 1, produzido por Teresa Guilherme. Em 2007 Foi escolhido pela editora Lazry&Simon, Alemanha, para figurar num livro onde constam 600 pessoas de destaque, de todo o mundo ligadas à musica coral. Em 2013 foi júri do concurso de Música Sacra em Roma (Itália) e em 2016 no Laurea Mundi Budapeste na Hungria. Em 2015 recebeu a “Medalha de Mérito Municipal” atribuída pela Câmara da Covilhã. Recebeu do Clube dos Professores da Covilhã o Diploma de Mérito. Gravou 25 CD’s. Dirigiu concertos em Portugal, Luxemburgo, Palestina. Israel, Rep. Checa, Coreia do Sul, Alemanha, Venezuela, Liechtenstein, Andorra, Noruega, Hungria, Suiça, Holanda, Bélgica, Vaticano, Itália, Porto Rico, França, Dinamarca, Suécia, Espanha, Eslovénia, Eslováquia, Croácia, Áustria, Polónia e Coreia do Norte. Ganhou 5 Medalhas de Ouro, 7 Medalhas de Prata e 2 Medalhas de Bronze em concursos corais Em 2018 tornou-se no primeiro maestro português a dirigir concertos na Coreia do Norte e o primeiro estrangeiro a dirigir as 3 obras dedicadas aos líderes daquele país durante o Festival da Primavera. É professor do quadro da Escola Serra da Gardunha e actualmente Maestro da Orquestra Clássica da Beira Interior, Maestro do Coro Misto da Beira Interior, desde a sua fundação e Maestro do Coro Juvenil de Mação. É director Beira Interior Choir Competition & Festival e Director Artístico do Concurso Internacional de Percussão da Beira Interior.

 

Coro Misto da Beira Interior

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O Coro Misto da Beira Interior, é um coro amador mas que realiza uma média de 20 a  25 concertos por ano. Do seus inúmeros programas podem-se destacar os de Música Sacra, Renascença, Espirituais Negros, Fado e Música Popular Portuguesa. É aberto à população em geral sem limite de idades. Está sediado na cidade da Covilhã embora os seus elementos tenham origem em várias localidades vizinhas. O Coro Misto da Beira Interior iniciou a sua actividade em 1989  sob a direcção do Professor Luís Cipriano, ainda integrado no Conservatório local, realizando o seu primeiro concerto em 4 de Fevereiro de 1990, na Igreja de St. Maria, na cidade da Covilhã.   Em Setembro de 1996, tornou-se independente em relação ao Conservatório da Covilhã, marcando assim a sua nova estrutura e assumindo o papel da Associação Cultural da Beira Interior. Em Portugal realizou concertos por todo o território, com destaque para os principais centros urbanos como Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Guimarães, Évora, C. Branco, Mação, Faro, Guarda, Covilhã, Pinhel, Viseu, Abrantes, Tomar, Fundão entre outros. Em 2000 realizou em Belém na Palestina o concerto oficial dos 2000 anos do nascimento de Cristo. Em 1999 realizou uma Missa na Basílica de S. Pedro no Vaticano. Em 2001 realizou 2 missas em dois dos principais monumentos espanhóis: o Escorial e Vale dos Caídos. Com a Orquestra da SIM  do Luxemburgo, realizou em 1998 em Ettelbruck, a Missa de St. Cecília de Charles Gounod. Em 2012 divulgou o seu CD “FADO” numa digressão na região centro da Polónia. Nos ultimos 35 anos, foi o único coro estrangeiro a cantar na Faixa de Gaza. Em 2011 interpretou obras de Bruckner na catedral de Dt. Florian, em Linz (Austria), precisamente onde está sepultado o compositor. Participou em 9 das 10 edições do Festival de Música da Beira Interior. EM 2016 realizou a cerimónia de abertura do Mercado de Natal em Strasbourg (França).

textos e imagens: http://www.acbi.pt


Concerto Orquestra de Sopros da EPABI

 

Concerto Orquestra de Sopros da EPABI
> Francisco Luís Vieira, Direção

14 de março | 21 h
Grande Auditório da Faculdade de ciências da Saúde (UBI)

 

Programa

David Maslanka (1943-2017) | Mother Earth

Leonard Bernstein (1918-1990) / Transc. Clare Grundman | Slava

Sylvester Levay (1945-) / Arr. Johan de Meij | Elisabeth (The Musical)

Frank Ticheli (1958-) | Rest

Óscar Navarro (1981-) | Paconchita (Abertura Latina)

 

Orquestra de Sopros da EPABI

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A Orquestra de Sopros da EPABI é uma formação artística inserida nas disciplinas de Prática de Conjunto, do curso Básico de Instrumento, de Naipe e Orquestra e Naipe, Orquestra e Prática de Acompanhamento, dos cursos de Instrumentista de Cordas e Teclas e de Sopros e Percussão da Escola Profissional de Artes da Covilhã. É constituída por cerca de 60 alunos de diferentes idades e dos diversos níveis de ensino lecionados na instituição, sendo dirigida pelo Professor Francisco Luís Vieira, desde setembro de 2013.
Ao longo da sua existência, a orquestra tem-se apresentado regularmente a público, quer como componente formal de avaliação, quer na modalidade de formação em contexto de trabalho ou ainda no âmbito das parcerias ativas com as instituições locais e regionais, seguindo um princípio de forte compromisso social e cultural ao serviço das comunidades. Entre as inúmeras atuações, destacam-se o concerto no Centro Cultural de Belém, no âmbito dos 1001 Músicos – Festa das Escolas de Música, na Praça Central de Pínzio, no concelho de Pinhel, no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco, no Auditório Municipal de Tarouca, no anfiteatro do castelo de Belmonte, no Centro Cultural de Celorico da Beira, na Igreja Matriz de Árvore, em Vila do Conde, no Grande Auditório da UBI e na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, em 2016 e 2017, para além de diversos concertos no Teatro Municipal da Covilhã e nos auditórios da EPABI.

A orquestra de Sopros da EPABI, dirigida pelo Professor Francisco Luís Vieira, participou na 1ª edição (2014) do Concurso Internacional Filarmonia D’Ouro, promovido e organizado pela Academia Portuguesa de Bandas, no Europarque (Santa Maria da Feira), no qual alcançou o 3º prémio. Na 2ª edição do mesmo concurso (2015), obteve o 1º prémio (2º lugar). Na 4ª edição (2017), conquistou o 1º prémio (1º lugar).

A orquestra de sopros foi dirigida nos últimos anos pelos professores António Costa, César Ramos e Carlos Salazar. A orquestra teve ainda a direção de maestros convidados como José Eduardo Gomes, José Ricardo Freitas, Filipe Fonseca, Francisco Sequeira, João Afonso Cerqueira, Francisco Ferreira, Tiago Oliveira e José Ignacio Petit Matias.

 

Francisco Luís Vieira

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Natural de Vila do Conde, diplomou-se na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, sob a orientação do professor Lopes da Cruz, tendo também estudado com os professores Santos Pinto e Ricardo Lopes e, posteriormente, na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe do professor Andrew Swinnerton. Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento em Portugal e no estrangeiro.

Em 1988 obteve o 1º Prémio do Concurso da Juventude Musical Portuguesa e o 1º Prémio do Concurso Jovens Músicos Portugueses, o qual lhe permitiu apresentar-se como concertista na extinta Orquestra Sinfónica da R.D.P, sob a direção do Maestro Silva Pereira.

Como concertista também se apresentou com a Orquestra das Escolas de Música; Orquestra da Juventude Musical Portuguesa; Orquestra Sinfónica Juvenil; Sinfonietta de Lisboa; Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana.

Na temporada de 1989 foi solista na Orchestre de Jeunes de la Meditérranée, sob a direção do Maestro Michel Tabachnik, em França Integrou regularmente, como convidado, a Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian; Orquestra do Teatro Nacional de S. Carlos; Nova Filarmonia Portuguesa e Orquestra Regie Sinfonia do Porto.

Atuou em programas para a R.D.P e R.T.P. Tem realizado diversos recitais de música de camara e a solo. Ao longo da sua carreira, atuou em Portugal Continental, Açores e Madeira, Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Grécia, Itália, Suíça e Suécia.

Frequentou aulas de direção com o maestro Jean-Sébastien Béreau.

Foi professor de oboé no Conservatório de Música de Coimbra, na Academia de Música de Almada, no Conservatório Regional de Castelo Branco, no Collegium Musicum de Seia, no Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa, na Universidade de Évora, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) e no Conservatório de Música D. Dinis.

Foi solista/chefe de naipe na Orquestra e Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana.

É frequentemente convidado a integrar várias orquestras portuguesas. Tem realizado masterclasses e tem sido convidado como orientador em vários workshops/estágios/festivais de orquestras de jovens, assim como tem sido júri em alguns concursos.

É fundador e diretor do Ensemble Palhetas Duplas (sediado em Lisboa) e do OboéFagote Ensemble (sediado no Porto).

É membro fundador da Douru’s Orquestra.

É professor de oboé no Conservatório de Música da Covilhã e no Conservatório de Música de S. José da Guarda.

Leciona oboé, música de câmara e orquestra de sopros na EPABI-Escola Profissional de Artes da Covilhã, onde exerce a função de diretor artístico.


“Isto é Matemática!” ao vivo: A minha bicicleta calcula áreas!

 

Palestra
Isto é Matemática! ao vivo: A minha bicicleta calcula áreas!
Rogério Martins

14 de março | 21 h
Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde (UBI)

 

Sinopse

Bicicletas? Sim! Pode não parecer, mas estão carregadinhas de matemática!

Nesta palestra – que é uma espécie de show – vamos falar de bicicletas e da sua curiosa relação com a forma como os objetos flutuam na água. Mais! Vamos ver, ao vivo, o estranho caso da bicicleta que sabe calcular áreas.

Pode até parecer estranho juntar no mesmo palco: um aquário, uma bicicleta e a balança da drogaria, mas não é, porque… Isto é Matemática!

 

Rogério Martins

Rogério Martins nasceu nas Caldas da Rainha, e quando era criança sonhava ser engenheiro agrónomo. Daí a ter-se tornado matemático foi um pulinho… ok, está bem, foi uma valente cambalhota.

É autor e apresentador do programa Isto é Matemática na SIC Notícias e no tempo livre apresenta palestras e shows de divulgação de ciência. Foi durante três anos director da Gazeta de Matemática. Em 2012, o jornal Expresso considerou-o um dos 100 portugueses mais influentes, pelo seu trabalho em comunicação de ciência.

É professor e investigador do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Doutorou-se em Matemática na área de Sistemas Dinâmicos e Equações Diferenciais.

Atenção: se lhe perguntarem do que se trata… é menino para vos contar.


Viva o Pi

Palestras
Viva o Pi
Rui Ralha

15 de março, 15 h | Escola Básica 2º e 3º ciclo do Tortosendo
> Viva o Pi  – Salada de Pi
15 de março, 18 h | Anfiteatro 6.01 (UBI)
> Viva o Pi – Em busca do Pi

 

Sinopses

Viva o Pi  – Salada de Pi

15 de março, 15 h | Escola Básica 2º e 3º ciclo do Tortosendo

Representado pela letra grega que corresponde ao p, o número Pi tem origem na relação entre o comprimento de uma circunferência e o respetivo diâmetro. Como é um número irracional, a sua representação decimal é infinita e não periódica. De todas as constantes matemáticas (há muitas) é a mais celebrada. Por exemplo, sabias que existem vários livros sobre o PI e que até há um filme de ficção científica e suspense chamado Pi? E que no Guiness está registado o recorde dos 70 000 primeiros algarismos memorizados e recitados por alguém em 2015? Ou que supercomputadores já calcularam 8 000 000 000 000 000 (8 mil biliões) de algarismos do Pi? Nesta palestra apresentaremos um pouco da História, alguns factos científicos, curiosidades, anedotas, tudo sobre o Pi.

 

Viva o Pi  – Em busca do Pi

15 de março, 18 h | Anfiteatro 6.01 (UBI)

Nesta palestra faremos uma viagem pela História do pi, em particular pelo mundo dos algoritmos para calcular aproximações do número Pi, desde o clássico método de exaustão de Arquimedes até alguns dos algoritmos mais eficientes usados nos dias de hoje para programar os computadores que já calcularam milhares de biliões de algarismos do Pi.

 

Rui Ralha

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imagem: http://www.nos.uminho.pt/Article.aspx?id=2205

Rui Ralha é Licenciado em Matemática (Ramo Ensino) (1981) pela Universidade de Coimbra. Em 1990 obteve o grau de Doutor (PhD) na Universidade de Southampton (Reino Unido) e, por equivalência, em 1991, o grau de Doutor em Análise Numérica e Computação, de novo na Universidade de Coimbra. Foi professor na Escola Secundária de Avelar Brotero, Coimbra, nos anos letivos de 1980/81 e 1981/82. Iniciou a carreira no Ensino Superior no Departamento de Matemática/informática do Instituto Universitário da Beira Interior (hoje, a Universidade da Beira Interior) em Outubro de 1982 onde permaneceu até Setembro de 1994. Desde então integra o quadro docente e de investigação da Escola de Ciências da Universidade do Minho, no Departamento de Matemática e Aplicações, onde é Professor Associado.


Concerto de Trio de piano e violinos do Conservatório Regional de Música da Covilhã

 

Concerto
Trio de piano e violinos do Conservatório Regional de Música da Covilhã
> Manuel Bettencourt, Esther Branco e Catarina Marques

15 de março | 21 h
Grande Auditório da Faculdade de ciências da Saúde (UBI)

Programa

Trio Adagio e Minuetto em Si bemol KV. 271 W. A. Mozart.

Piano – Manuel Bettencourt

Violino I – Esther Branco

Violino II – Catarina Marques

 

Conservatório Regional de Música da Covilhã

C1-CONSERVATORIO

O Conservatório Regional de Música da Covilhã foi fundado a 21 de novembro de 1961, na sede do Orfeão da Covilhã, então instalado no nº 111 da Rua Direita / Rua Comendador Campos Melo, com uma frequência inicial de 86 alunos, sendo o seu primeiro Diretor Pedagógico, o professor Virgílio Pereira, que na altura exercia funções de Diretor artístico do Orfeão da Covilhã.

Em outubro de 1974, além do ensino da música, encontrava-se já em funcionamento uma classe de ballet e uma turma do pré-escolar, tendo-se procedido no início ao ano letivo à abertura de uma turma da 1ª classe.

Em 1986 o Conservatório de Música da Covilhã abre um polo na cidade da Guarda, do qual veio resultar, a criação do Conservatório de Música de S. José da Guarda.

Em 1992, em parceria com a Câmara Municipal da Covilhã, cria a EPABI – Escola Profissional de Artes da Beira Interior, da qual é promotor.

Desde a sua existência o Conservatório, realizou incontáveis atividades, dando um contributo relevante para a oferta educativa e cultural da cidade da Covilhã, cuja qualidade de ensino e das apresentações públicas lhe têm, ao longo de mais de meio século de existência, reforçado o seu prestígio na cidade que o acolheu.

Pelo Conservatório de Música da Covilhã já passaram mais de uma dezena de milhares de crianças e jovens, que frequentaram o ensino ministrado.

Atualmente frequentam o Conservatório de Música da Covilhã mais de 500 alunos, que para além do ensino artístico especializado da música, do pré-escolar, do 1º ciclo e 2º ciclo, ministra também o ensino artístico especializado da dança, sendo a única escola da região com Curso de Dança reconhecido pelo Ministério da Educação.

Pela Arte e pela nossa Terra” foi o lema instituído aquando da fundação do Orfeão da Covilhã, que ainda hoje, é sentido e vivido pelo Conservatório Regional de Música da Covilhã.


O mais famoso de todos os números

 

Palestra
O mais famoso de todos os números
José Paulo Viana

15 de março | 21 h
Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde (UBI)

 

Sinopse

Ora vamos lá conhecer melhor, nos seus aspetos mais úteis e mais inúteis, o número que até é citado no Livro Guinness dos Recordes. O mais famoso de sempre, o “Pi”, quantas casas decimais tem e quantas se conhecem? Onde o podemos encontrar e como se calcula? Alguma vez saberemos quanto vale exatamente? Que mistérios encerra e como nos podemos divertir com ele?

 

José Paulo Viana

imagem: https://clube.spm.pt/news/1257

Professor de Matemática do ensino secundário até 2013.

Entusiasta das matemáticas recreativas e autor da secção semanal “Desafios” no jornal Público.

Divulgador de Matemática através de conferências e sessões em escolas, quer para alunos, quer para professores.

Dinamizador de cursos de formação de professores nas áreas de utilização das tecnologias gráficas no ensino da Matemática, de probabilidades, de modelação matemática e de resolução de problemas.

Autor de manuais escolares.

Autor de livros de divulgação matemática e de matemáticas recreativas.


Desfile e Concerto da Banda da Covilhã

 

Desfile e Concerto da Banda da Covilhã

16 de março | 11 h
Pelourinho

 

Banda da Covilhã

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A história da Banda da Covilhã perde-se no tempo, havendo registo da sua atividade em 1870, mais propriamente do dia 20 de Outubro, dia em que a Covilhã foi elevada a cidade pelo rei D. Luís I. Com altos e baixos, ora tendo atividade ou não, sabemos que no dia 1 de Dezembro de 1944 a banda saiu à rua ao som do hino da restauração e que até aos dias de hoje nunca mais parou a sua atividade.

A vida atual da Banda da Covilhã é hoje um marco na grande cidade da Covilhã. A formação, principal aposta passa pela Academia de Música da Banda da Covilhã, com 80 alunos e um corpo docente qualificado. Ao mesmo tempo a Banda conta com 50 músicos fruto desta formação, um trabalho iniciado em 2005 por José Eduardo Cavaco, hoje presidente da direção, na altura maestro da Banda e responsável pela formação. Atualmente dirige a Banda os maestros Carlos Almeida e Simão Francisco.

A Banda lançou vários projetos de grande sucesso, como por exemplo: Férias Dó-Ré-Mi e Fá-Sol-Lá; Banda Sinfónica da Covilhã, Orquestra de Sopros da Covilhã, concertos temáticos, atividades junto da comunidade escolar entre muitos. Ao longo dos anos tem participados em intercâmbios, estágios e deslocações em Portugal e no estrangeiro.

Paralelamente à atividade Musical, é responsável ou co-organizadora em vários eventos de índole cultural na cidade, como por exemplo: “Até os Santos Dançam”, Brincolândia e Festival da Cherovia.

Maestro Carlos Almeida

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Carlos Almeida nascido a 13 de Junho de 1993, natural de Portalegre. Filho de um músico e convivendo com a música todos os dias, fez com que o interesse surgisse desde muito cedo, começando a frequentar a escola de música do pai aos 5 anos e aos 11 anos entrou para o Conservatório de Portalegre para iniciar os estudos em trompete, onde concluiu o 5º Grau. Assim, decidido que o que queria para a sua vida era a música, com 15 anos realizou provas de Trompete para a EPABI ( Escola Profissional De Artes Da Covilhã), entrando para o 10º ano, para a classe do professor Rui Borba. Neste curso teve oportunidade de trabalhar em Música de Câmara, Brass Band, Big Band, Orquestra de Sopros e Orquestra Sinfónica. Terminou o curso e foi para Castelo Branco, aí teve aulas com os Professores António Quítalo e José Almeida.

Foi então que Carlos Almeida decidiu entrar no mundo da Direção Musical, entrando na Atlantic Coast International Conductig Academy para estudar Direcção de Orquestra Sinfónica/Sopros/Cordas e Coro. Teve como seus mentores o Maestro Luís Clemente e o Maestro Colin Metters na parte da Direcção Instrumental e na parte de Direcção Coral com o Maestro Jaime Branco, em Orquestração os Professores Roberto Fiore e José Jordán, Formação Auditiva com os Professores Paulo Maciel e Jaime Branco. Nesse mesmo ano foi convidado para ser o Maestro e Director Musical na Associação Sons do Campo onde iria formar e orientar uma pequena Orquestra de Sopros.

Em 2016 foi convidado para ser o maestro do Coro e Orquestra da UBI na Covilhã, Entrou também no mundo da composição por influência do grande músico Joaquim Garra, onde começou a compor obras para banda, orquestra de sopros, música de câmara, entre outras, já conta com vários temas da sua autoria.

Frequentou Masterclasses de Trompete com diversos trompetistas tais como: John Miller, Giuliano Sommerhalder, Sérgio Charrinho, Filipe Coelho, Óscar Carmo, Carlos Silva, Ricardo Carvalho, entre outros. Também participou em Masterclasses de Orquestra de Sopros e Orquestra Sinfónica com os maestros: António Saiote, Colin Metters, Filipe Fonseca, José Ricardo Freitas, Luís Clemente, Carlos Marques, Simão Francisco, Rogério Peixinho, alguns como instrumentista outros como maestro participante. Já tocou com diversos artistas de vários géneros musicais, tais como os Quinta do Bill, Wanda Stuart, Lena D´Água, Carlos Guilherme, Carlos Cardoso, entre outros.

Atualmente é maestro e professor na Banda da Covilhã, maestro na Banda Euterpe (Portalegre), diretor pedagógico da Escola de Música da Banda Euterpe, professor na Escola de Música João Carlos e monitor/professor em várias orquestras no Alto Alentejo.


Concerto de Flauta e Piano

 

Duo de Flauta e Piano

Flauta – Marco Pereira
Piano – Lígia Madeira

16 de março | 15 h
Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã

Programa

 Romance para flauta e piano – José Vianna da Motta

Sonata para flauta e piano – Francis Poulenc

I. Allegretto malincolico
II. Cantilena
III. Presto giocoso

 

Marco Pereira e Lígia Madeira

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Marco Pereira tem vindo a construir a sua identidade como professor e intérprete, com distintas influências e formações, procurando sintetizar o que de melhor lhe podem dar tanto a nível humano como artístico. Considerado, nas palavras de Helena Sá e Costa, um músico de “grande entusiasmo e seriedade pela música, grande trabalho e compreensão justa”, Marco Pereira nutre um respeito pelo acto de tocar e de ensinar que prioriza na sua atividade performativa e pedagógica. Iniciou os estudos oficiais na Fundação Conservatório Regional de Gaia, prosseguindo-os no Conservatório de Música do Porto. Concluiu a Licenciatura em Flauta na ESMAE, onde também frequentou o Curso de Música Antiga – Flauta Traverso e, na Universidade de Aveiro, concluiu os Mestrados em Performance e Ensino de Música. Realizou também um Posgrado em Flauta, no Conservatori del Liceu, em Barcelona. A sua formação proporcionou-lhe a possibilidade de trabalhar com os professores Júlia Gallego, Christian Farroni, Magdalena Martinez, Olavo Barros, Raquel Lima, Eduardo Lucena, Luís Meireles, entre outros. E, em cursos de aperfeiçoamento, com os professores Michel Bellavance, Jacques Zoon, Maxence Larrieu, Michel Debost, Kathleen Chastain, Félix Rengli, Michel Hassel, Patrick Gallois, Jean Ferrandis, Herbert Weissberg, Vicens Prats, Istvan Matuz, Ana Maria Ribeiro, Nuno Inácio,Vasco Gouveia, entre outros. Tem dedicado uma importante parte da sua vida a ensinar, em diversos pontos do país e estrangeiro, como docente de escolas do ensino artístico, ou como orientador de cursos de aperfeiçoamento. Atualmente, é professor de flauta no Conservatório de Música do Porto e ART’J – Escola Profissional de Artes Performativas da Jobra. Paralelamente, desenvolve uma carreira artística regular, que considera essencial para complementar a sua atividade docente, tendo integrado a Orquestra Portuguesa das Escolas de Música, Orquestra do Norte, Orquestra Filarmonia das Beiras, Banda Sinfónica Portuguesa, Toy Ensemble, entre outros. É membro fundador do Quarteto Assai, Duo Entr´acte e Al Trio.

Lígia Madeira nasceu na Covilhã, onde iniciou os seus estudos musicais. Em 1999 ingressa no Conservatório de Música do Porto na classe de Maria José Souza Guedes, onde conclui o curso complementar de piano com a máxima classificação. Participou em masterclasses orientadas por Helena Costa, Jörg Demus, Anne Queffélec, Jacqueline Bourgès-Maunoury, Pascal Devoyon, Sequeira Costa e Vitali Margulis, entre outros. Durante parte muito significativa da sua formação estudou com Madalena Soveral na ESMAE-IPP, com quem completou a licenciatura em piano e estudos de mestrado em interpretação artística. Paralelamente estudou ao abrigo do programa Erasmus na Academia de Música Franz Liszt em Budapeste com István Lantos, e frequentou uma pós-graduação em piano no Conservatório de Música de Zaragoza sob a orientação de Josep Colom, Dominique Weber e Elisabeth Leonskaya. Em 2014 conclui o mestrado em ensino de música na Universidade de Aveiro. Distinguida em vários concursos e apoiada por uma bolsa de estudo da “Yamaha Music Foundation of Europe”, apresentou-se enquanto solista com a Orquestra Sinfónica da ESMAE e com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, sob direção de Rodolfo Saglimbeni e Alessandro Crudele, e com o Coro Casa da Música sob direção de Paul Hillier. Apresenta regularmente o seu trabalho a solo e de música de câmara em vários países, em colaboração com músicos tão diversos como Ana Bela Chaves ou Drumming – Grupo de Percussão, mantendo desde 2008 um duo com o pianista Luís Duarte. Desde 2013 é professora de piano no Conservatório de Música do Porto.


πCOR

Palestra
πCOR
Susana Oliveira e Sá

14 de março
10 h | Agrupamento de Escolas a Lã e a Neve
15 h 30 min | Escola Secundária Quinta das Palmeiras

 

Sinopse

πCOR
A Matemática e o π
A COR e a ARTE
A PERFEIÇÃO DIVINA: Somos tod@s Bel@s

Os gregos foram os primeiros a mostrar por quais motivos a razão dos círculos de tamanhos distintos é a mesma. Trata-se de uma simples propriedade das figuras semelhantes. Arquimedes foi quem aproximou mais o número π do valor real, aproximando a circunferência polígonos regulares de 12, 24, 48 e 96 lados, determinando uma limitação para π: ou seja, 3,14085 < π < 3,142857.

Dessa forma, com o passar dos anos, os valores foram sendo melhorados e aproximados ao real. No entanto, foi a partir do século XX, com uso de computadores e dos algoritmos computacionais que se tornou mais precisa a definição do valor de π.

Curiosamente, π é aproximadamente o dobro de φ, um número mágico, cuja origem mística matemática remonta à Antiguidade (no período decadente dos Gregos e Romanos) e expressa a Proporção Divina.

Ora, Leonardo Da Vinci, já no Renascimento, homem curioso, como dele sabemos, dedicando-se à ARTE, brindou-nos com o Homem Vitruviano desenhado na  circunferência.

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Auto retrato de Da Vinci

hvHomem Vitruviano

Iremos descobrir a beleza da matemática da cor, a matemática do divino e que, sobretudo, qualquer um de nós possuímos propriedades dimensionais que obedecemos a uma espantosa exatidão da Proporção Divina. Tudo o que nos rodeia e tod@s somos um produto dessa exatidão.

Nesta sessão, com a ajuda de uma fita métrica, um pouco de atenção e curiosidade, recorrendo a dois cálculos muito simples, irei provar que a cor é mágica (obras de Miguel Ângelo, Albercht Dürer, Leonardo da Vinci), a arquitetura é perfeita (Edifício da ONU em NY, Pentagrama) e, finalmente que tod@s nós somos bel@s.

 

Susana Oliveira e Sá

susanasa

Investigadora do CIeC do Instituto de Educação da Universidade do Minho (Portugal) e do CGEN da UFG – Regional de Catalão, Brasil.Pós-Doutorada em Desenvolvimento Curricular, Doutoramento em Ciências da Educação, Especialização em Desenvolvimento Curricular, com a tese Ensino, Aprendizagem e Avaliação no Ensino Superior: Perspetivas e Práticas, Licenciatura em Ensino de Física e Química e Mestrado em Supervisão Pedagógica, licenciatura obtida na Universidade do Minho. Investigadora em vários projetos científicos internacionais da FCT. Formadora do software de análise qualitativa webQDA, realizando formações de curta duração, tutoriais, webinars e webmeetings. Editora e revisora de pesquisas em revistas nacionais e internacionais e de livros. Realiza seminários e conferências sobre ensino, avaliação e aprendizagem no ensino superior. Organizadora do Congresso Internacional CIAIQ (Congresso Ibero-Americano de Pesquisa Qualitativa).


O Pi visto pelas crianças

Conversa
O Pi visto pelas crianças
Alunos 6.º ano, moderado por João Girão

14 de março | 10h
Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã

Sinopse

“O Pi visto pelas crianças” será um debate aberto sobre o número Pi. Partindo das perspetivas e ideias dos alunos do 6.º ano sobre o Pi, terá lugar uma animada conversa sobre diversos aspetos matemáticos e curiosidades relacionados com este número tão famoso, que será moderada pelo professor João Girão.

João Girão

João Girão é professor de Matemática há 37 anos e desde 1995 leciona no Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã. É um entusiasta por desafios matemáticos.


Pi com Pipocas

Palestra
Pi com Pipocas
Helder Vilarinho

14 de março | 11h
Escola Secundária Frei Heitor Pinto

 

Sinopse

Por vezes encontramos aspetos relacionados com a Matemática em filmes ou séries televisivas, seja num documentário, num filme biográfico ou de ficção científica, mas também – e de forma até algo surpreendente – em filmes (ou séries televisivas) cómicos, de suspense, de terror e até mesmo em episódios de séries de animação. O Pi, porventura o mais famoso de todas as constantes matemáticas, é nestas ocasiões um ator muito presente nas telas de cinema e ecrãs de televisão.

Nesta sessão vamos ver como o Pi e a Matemática inspiram e se manifestam em algumas obras cinematográficas ou televisivas. Em suma, vamos usar o cinema como desculpa para falar de Matemática. E vice-versa.

Por isso, preparem as pipocas e ponham-se confortáveis para esta sessão de… Pi com pipocas.

 

Helder Vilarinho

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Helder Vilarinho é professor e investigador no Departamento de Matemática da Universidade da Beira Interior e membro do Centro de Matemática e Aplicações da UBI.

Licenciou-se em Matemática (Ensino de) na Universidade da Beira Interior (2001) e continuou a sua formação na Universidade do Porto, onde realizou o doutoramento em Matemática (2010). As suas áreas principais de investigação em Matemática são Sistemas Dinâmicos e Teoria Ergódica.

Para além de ensinar e investigar também gosta de divulgar a Matemática e não dispensa uma boa conversa neste tema.


A vida de Pi

Palestra
A vida de Pi
António J. G. Bento

14 de março, 10 h 20 min | Escola Secundária Quinta das Palmeiras
15 de março, 10 h | Escola n.º 2 de Paúl

 

Sinopse

O número Pi, que se representa por π, a décima sexta letra do alfabeto grego, é talvez o número mais importante da Matemática. Pode ser definido como a razão entre o perímetro e o diâmetro de uma circunferência ou como a razão entre a área de um círculo e o quadrado do seu raio. Nesta palestra sobre o número π falaremos

  • das suas primeiras “ecografias” na Babilónia, no Egipto, etc;
  • do seu “nascimento” na Grécia Antiga;
  • da sua “infância” e de como o método da exaustão foi utilizado para aproximá-lo com 35 casas decimais correctas;
  • da sua “adolescência” e de como, usando séries numéricas, foi calculado à mão com cada vez mais casas decimais, até chegarmos às 707 casas decimais (ainda que apenas 527 estivessem correctas);
  • da sua “idade adulta” e dos mais de 22 biliões de casas decimais correctas calculadas através de computadores.

Falaremos ainda de algumas curiosidades e do aparecimento do número π em outras áreas da Matemática que não a Geometria.

 

António J. G. Bento

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António J. G. Bento é professor de Matemática no Departamento de Matemática da Universidade da Beira Interior e é membro do Centro de Matemática e Aplicações da Universidade da Beira Interior. É licenciado em Matemática (Ensino da) pela Universidade da Beira Interior, mestre em Matemática pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e doutor em Matemática pela Universidade de Sussex (Inglaterra). As suas áreas de investigação são Análise Funcional e Sistemas Dinâmicos.


O Pi de artesãos que trabalham o redondo

 

Palestra
O Pi de artesãos que trabalham o redondo
Cecíclia Costa

14 de março, 11 h |Agrupamento de Escolas do Teixoso
14 de março, 15 h |Escola Secundária Campos Melo

 

Sinopse

“Trabalhar o redondo” é uma expressão usada pelos tanoeiros da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a qual caracterizam a dificuldade da sua arte. Aqui o redondo, subentende a noção matemática de circunferência e, como necessitam de efetuar cálculos, o uso do número Pi, ainda que na maior parte das vezes, de modo inconsciente.

Costa, Catarino e Nascimento (2011) descobriram que tanoeiros usam um valor aproximado de Pi nos seus cálculos para o volume dos pipos; também Fernandes (200?) refere o “Pi das costureiras” no fabrico de toalhas redondas, conhecidas pelo nome de camilhas. Um latoeiro, entrevistado por Costa, Catarino e Nascimento (2008) refere-se à importância do número Pi na simplificação de cálculos que necessita de fazer na sua arte da latoaria.

Nesta palestra apresentaremos estes e outros exemplos que mostram a importância, a utilidade e o encanto do número Pi em profissões artesanais.

 

Referências

Costa, C., Catarino, P. e Nascimento, M.M.S. (2008). Latoeiros em Trás-os-Montes e Alto Douro: saberes (etno)matemáticos. In P. Palhares (Coord.), Etnomatemática. Um olhar sobre a diversidade cultural e a aprendizagem matemática. Vila Nova de Famalicão: Edições Húmus.

Costa, C., Catarino, P. e Nascimento, M.M.S. (2011). The alto douro “wine coopers’ pi”. Proceedings of the International Conference on New Horizons in Education – INTE2011, Instituto Politécnico da Guarda, Guarda, Portugal, pp. 780-785.

Fernandes, E. (2002). A matemática das costureiras – “É o pi de noventa…”. Educação e Matemática, 66: 11-12.

 

Cecília Costa

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imagem: https://www.casadasciencias.org/3encontrointernacional/wkb2.php

Cecília Costa, portuguesa, nascida no Porto em 1966, é licenciada em Matemática (Ramo Educacional) em 1990, pela Universidade do Porto, mestre em Ciências da Educação (ramo de Psicologia da Educação) em 1994, pela Universidade de Coimbra, doutora em Matemática, em 2000 e agregada em Didática de Ciências e Tecnologia (especialização em Didática de Ciências Matemáticas), em 2013, ambos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Tem várias publicações nacionais e internacionais. Os seus interesses como investigadora dividem-se pela: Educação Matemática; Didática da Álgebra Linear e da Geometria; Etnomatemática; História da Matemática e do seu Ensino; Práticas de ensino.

 

 

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